Fernanda Lima revela insegurança dos filhos: “Eles não se acham bonitos”
Durante uma conversa no seu canal do YouTube, Fernanda Lima revelou que seus filhos gêmeos, Francisco e João, enfrentam inseguranças em relação à aparência. Segundo a atriz, os adolescentes já comentaram em casa que “não se acham bonitos”, e essa percepção preocupou a família e acendeu um alerta sobre a autoestima na era das redes sociais. Ainda de acordo com Fernanda, eles questionam frequentemente: “Por que eu sou assim?”, especialmente depois de passarem um tempo nas redes sociais.

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Aos 48 anos, Fernanda decidiu trazer o tema à tona justamente porque percebeu como a exposição constante a imagens perfeitas pode influenciar diretamente a autoestima dos jovens. Embora os filhos tenham visões diferentes sobre o assunto — Francisco admitiu já ter se achado “feinho” e hoje se considerar melhor, enquanto João negou pensar dessa forma —, ambos demonstraram que o assunto faz parte do cotidiano deles.
Redes sociais e a construção distorcida da imagem
Fernanda também comentou que muitos adolescentes estão presos à busca incessante pelo “filtro ideal, cabelo ideal, corpo ideal”. Para ela, isso pode se tornar uma armadilha emocional. “Se não cuidarem, eles viram um avatar. Vai sobrar para quem não for [assim], tomar remédio, se anular”, alertou. Com isso, a atriz levantou um ponto importante: a forma como os jovens constroem sua imagem pessoal está diretamente ligada ao que consomem nas redes.
Hoje, é quase impossível separar autoestima e internet. Os adolescentes, que já vivem uma fase naturalmente desafiadora, acabam absorvendo padrões irreais como referência. Como resultado, muitos passam a rejeitar suas próprias características físicas, acreditando que não estão à altura do que veem online.
A urgência de falar sobre saúde mental e autoestima na era das redes sociais
Diante desse cenário, é fundamental refletirmos sobre o impacto emocional dessa comparação constante. A adolescência, por si só, é marcada por transformações físicas e emocionais intensas. Quando se soma a isso a pressão estética das redes sociais, surgem sentimentos de inadequação, frustração e, muitas vezes, solidão.
No entanto, há caminhos para lidar com esse problema. Em primeiro lugar, as famílias precisam conversar com mais naturalidade sobre autoestima, identidade e aceitação. Além disso, escolas e comunidades devem criar espaços seguros, onde os adolescentes possam expressar suas inseguranças sem medo de julgamento.
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Outro ponto essencial é o acesso a profissionais de saúde mental. Psicólogos, terapeutas e orientadores podem ajudar os jovens a entender que sua aparência não define seu valor. Ao mesmo tempo, essas conversas contribuem para o desenvolvimento de uma autoimagem mais saudável e realista.
Nunca se compare: cada corpo é único e valioso
Muitos esquecem que cada pessoa carrega uma história, uma bagagem e um ritmo de crescimento diferentes. Por isso, comparar-se a influenciadores ou celebridades é injusto — e, muitas vezes, cruel. Afinal, boa parte das imagens publicadas nas redes sociais passa por edições, filtros e poses planejadas para parecer perfeitas.
Portanto, é importante lembrar que nenhum corpo precisa se encaixar em um padrão específico para ser bonito. Cultivar o amor-próprio, dia após dia, exige paciência, escuta e uma boa dose de empatia. Mais do que isso, exige coragem para ser quem se é, mesmo diante de uma cultura que valoriza a aparência acima de tudo.
Padrões de beleza mudam, mas o impacto deles permanece
Ao longo das décadas, os padrões de beleza se transformaram diversas vezes. O que antes era visto como ideal pode se tornar ultrapassado em poucos anos. Mesmo assim, a pressão para se adaptar a essas tendências continua forte, especialmente entre os mais jovens.
Hoje, movimentos sociais e campanhas publicitárias têm promovido a diversidade e a inclusão estética. Cada vez mais, corpos reais ganham espaço na mídia, e novas vozes desafiam a ideia de perfeição inalcançável. No entanto, apesar desses avanços, o uso excessivo de filtros, retoques e comparações continua afetando a forma como as pessoas enxergam a si mesmas.
Por isso, é necessário ir além da mudança de discurso e fortalecer práticas que valorizem a pluralidade de corpos, cores, traços e identidades. Esse esforço precisa vir não apenas da mídia, mas também de famílias, educadores, marcas e instituições.
Falar sobre autoestima na era das redes sociais é um ato de cuidado
Quando Fernanda Lima decidiu compartilhar as inseguranças dos filhos, ela fez mais do que um desabafo. Na verdade, ela abriu espaço para uma conversa urgente, que atravessa famílias de todo o país. Sua fala lembrou que, por trás de cada imagem publicada, existe uma pessoa real — com dúvidas, medos e sentimentos legítimos.
Por isso, quanto mais normalizarmos o diálogo sobre autoestima na era das redes sociais, mais próximos estaremos de uma sociedade que acolhe, respeita e valoriza as diferenças.

Apaixonada pela vida saudável, estudante e entusiasta, redatora do corpo certo.
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