A liraglutida, agora produzida no Brasil, promete revolucionar o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Com distribuição nacional iniciando, o acesso deve se tornar mais fácil e econômico.

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Uma nova fase no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2 começa no Brasil. A partir desta segunda-feira (4/8), as primeiras canetas com liraglutida, popularmente, canetas emagrecedoras ems produzidas no país chegam às farmácias. A iniciativa pode transformar o acesso a medicamentos de alto custo e ampliar os debates sobre prevenção em saúde.
A farmacêutica EMS anunciou o lançamento de duas versões: Olire, indicada para perda de peso, e Lirux, voltada ao controle do diabetes tipo 2. Ambas utilizam liraglutida, substância que imita o hormônio GLP-1. Essa ação ajuda no controle glicêmico e na sensação de saciedade.
Por que a versão nacional da liraglutida é um avanço?
Até agora, os pacientes brasileiros dependiam de medicamentos importados como Saxenda e Victoza, que também usam liraglutida. Apesar de eficazes, o custo elevado afastava muitas pessoas do tratamento contínuo.
Com a produção nacional na nova fábrica da EMS em Hortolândia (SP), espera-se que o preço seja mais acessível. Ainda não há um valor fixo, mas a promessa é de preços abaixo dos concorrentes importados — o que pode influenciar diretamente na decisão de compra e na adesão ao tratamento.
Inicialmente, a caneta estará disponível nas redes Raia, Drogasil, Drogaria São Paulo e Pacheco. A distribuição será gradual, com foco inicial nas regiões Sul e Sudeste.
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Como a liraglutida atua no organismo?
A liraglutida atua como o GLP-1, hormônio que regula os níveis de açúcar no sangue e promove saciedade. Isso auxilia tanto no controle da glicemia quanto na redução do apetite de forma sustentável. Por isso, seu uso é indicado em tratamentos contra a obesidade e o diabetes tipo 2, sempre com orientação médica.
Com a fabricação no Brasil, mais pessoas poderão ter acesso ao tratamento. Há possibilidade de ampliação por meio de planos de saúde e, futuramente, até pelo SUS, caso o medicamento seja incorporado à rede pública.
Mais do que um remédio: uma estratégia de saúde pública
A nacionalização da liraglutida não impacta apenas o bolso. Ela reduz a dependência de importações e fortalece o sistema de saúde, tanto público quanto privado. Com mais acesso ao tratamento, espera-se redução em internações, cirurgias e outros procedimentos de alto custo.
Além disso, a EMS já planeja lançar uma versão brasileira da semaglutida em 2026. A substância está presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy, que têm ganhado notoriedade no combate à obesidade em diversos países.
A liraglutida nacional pode mudar o jogo — e o bolso sente
A chegada da liraglutida nacional representa, sem dúvida, um avanço importante para a saúde dos brasileiros. Caso os preços realmente se confirmem mais baixos do que os das versões importadas, o tratamento finalmente se tornará mais acessível para uma parcela maior da população. Como consequência, essa mudança pode não apenas ampliar o acesso, mas também fortalecer a prevenção de doenças crônicas, reduzindo a sobrecarga no sistema de saúde. Além disso, tende a tornar o cuidado com a saúde mais duradouro, eficaz e sustentável a longo prazo.
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Apaixonada pela vida saudável, estudante e entusiasta, redatora do corpo certo.
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