A morte do influenciador digital Junior Dutra chocou o Brasil e trouxe à tona uma tendência estética que parecia inofensiva, mas esconde riscos sérios: o procedimento conhecido como fox eyes. Ele se submeteu à intervenção em junho deste ano e faleceu na última sexta-feira (3), deixando seguidores e especialistas em alerta. Por isso, entender o que é esse procedimento — e por que ele pode ser perigoso — é mais importante do que nunca.
O que é o “fox eyes” e por que virou febre?
O termo fox eyes — ou “olhos de raposa”, em português — descreve um olhar mais alongado e levemente puxado para cima nas extremidades, semelhante ao de uma raposa. A tendência surgiu inicialmente no universo da maquiagem, com o uso de delineadores bem esticados e iluminadores estratégicos que criavam a ilusão de que os olhos estavam mais elevados, especialmente na cauda das sobrancelhas.
Com o tempo, celebridades internacionais como Kendall Jenner e Bella Hadid adotaram o visual em campanhas e eventos. Assim, o fox eyes se transformou em desejo de muitos. Porém, o que antes era apenas um efeito temporário passou a ser buscado de forma permanente — e foi aí que os riscos aumentaram consideravelmente.

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Como o procedimento de fox eyes é feito?
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular, existem várias técnicas para alcançar o efeito fox eyes, tanto cirúrgicas quanto não cirúrgicas. Além disso, todas exigem precisão e conhecimento técnico. Entre as mais comuns estão:
- Técnicas cirúrgicas, como o Castanhares e mini Castanhares, que removem uma faixa de pele acima do supercílio;
- Blefaroplastia combinada com pexia interna ou sutura de Brassiere, para dar volume e sustentação;
- Toxina botulínica (botox) aplicada na cauda das sobrancelhas, relaxando músculos e levantando a extremidade externa dos olhos;
- Fios de sustentação posicionados na cauda dos supercílios;
- Preenchimento com ácido hialurônico ou tratamentos com ultrassom microfocado;
- Cantoplastia ou cantopexia, cirurgias que repositionam a pálpebra inferior para alongar o olhar.
Apesar da variedade de opções, todos esses métodos exigem precisão técnica e acompanhamento médico rigoroso. Quando profissionais não qualificados realizam o procedimento ou quando o paciente ignora uma avaliação prévia, as complicações podem ser graves — como, infelizmente, ocorreu com Junior Dutra.
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Por que o caso de Junior Dutra é um alerta?
O caso de Junior Dutra serve como um lembrete doloroso: procedimentos estéticos, mesmo os considerados “simples”, não devem ser tratados como modismo. A busca por um visual idealizado nas redes sociais pode ofuscar os riscos reais envolvidos.
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Por isso, especialistas reforçam que qualquer intervenção nessa região delicada do rosto — próxima aos olhos, nervos e vasos sanguíneos — deve ser feita exclusivamente por médicos especializados, após uma avaliação individualizada. Conforme a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular, o resultado pode durar de seis a doze meses, dependendo da técnica e do organismo de cada pessoa. Contudo, a segurança deve vir sempre em primeiro lugar.

Não caia na armadilha da estética fácil
O desejo de se parecer com celebridades ou seguir tendências é compreensível, mas nunca deve substituir o bom senso. Antes de se submeter a qualquer procedimento, pesquise bem, consulte profissionais reconhecidos e lembre-se: não existe beleza sem saúde.
A história de Junior Dutra nos convida a refletir sobre os limites entre estética e segurança — e a valorizar, acima de tudo, a vida.

Apaixonada pela vida saudável, estudante e entusiasta, redatora do corpo certo.
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