Já passou por isso? Fazer de tudo — dieta, academia, suplementos — e ainda assim o ponteiro da balança parece grudado no mesmo lugar?
Foi exatamente nesse lugar de desespero que Gaby Amarantos se encontrou. Antes da transformação que a levou a perder 35 kg no total, ela confessou algo que causou alvoroço: dos 35, 14 kg vieram após uma série de lavagens intestinais — sim, aquela prática conhecida popularmente como “chuca”.
Ela contou isso com toda a sinceridade, sem glamour: “Foi a solução mais radical que eu encontrei, porque eu já tinha feito tudo e não conseguia emagrecer”.
Mas… será que vale a pena? E, mais importante: será que é seguro?

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O que é, de fato, a lavagem intestinal?
Na medicina, a lavagem intestinal (ou enema) tem indicações reais: pacientes com prisão de ventre severa, preparo para exames ou certos quadros pós-cirúrgicos.
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O procedimento consiste em introduzir líquido — geralmente água, mas às vezes chá ou café, como alguns relatam nas redes — diretamente no reto, por meio de uma sonda. Gaby disse que usou só água. Foram cerca de 300 litros ao longo do tratamento. Sim, você leu certo: 300 litros.
O corpo responde eliminando fezes, líquidos e, temporariamente, inchaço. Daí vem a sensação de “leveza” — e a queda na balança.
Mas calma: o que a balança mostra nem sempre é o que você perdeu de verdade
Aqui entra um ponto crucial: o que sai com a lavagem não é gordura. É conteúdo intestinal, água, resíduos. Ou seja: é peso, sim — mas não é emagrecimento no sentido metabólico.
É como tirar os sapatos antes de se pesar: a balança abaixa, mas seu corpo não mudou sua composição. E, pior: o corpo tende a recuperar esse peso rapidamente — com juros, se houver desidratação ou compulsão depois.

E os riscos? Especialistas são unânimes: não são poucos
Não existe estudo científico sério que comprove a eficácia da lavagem intestinal como método de emagrecimento sustentável.
O que existe, sim, é um consenso entre gastroenterologistas e nutricionistas: abusar do enema pode desregular sua flora intestinal, causar inflamações, diarreias crônicas e até perfuração retal — especialmente se líquidos inadequados forem usados ou se a técnica for repetida com frequência.
Um intestino saudável não é um “lixo” a ser esvaziado diariamente. Ele é um ecossistema vivo — com trilhões de bactérias boas que regulam não só a digestão, mas o humor, a imunidade e até o apetite.
Quando a gente perturba esse equilíbrio, o corpo reage. E, muitas vezes, com sintomas que parecem “só cansaço” — mas têm raiz intestinal.

E a tal “mente limpa” que Gaby Amarantos mencionou?
Gaby falou algo poderoso: “Minha mente limpou, meu corpo limpou”. Isso não é só metáfora.
Quando a gente está preso em ciclos de frustração com o corpo, qualquer mudança — mesmo temporária — traz um alívio psicológico imenso. A sensação de “controle” volta. E isso, por si só, pode dar um gás emocional para seguir em frente.
Mas atenção: transformações reais vêm da reconstrução, não da remoção.
Gaby seguiu emagrecendo — foram 35 kg no total. E o que a levou lá? Ela mesma diz: dieta, exercícios… e acompanhamento profissional. A lavagem foi um momento — não o método.
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O que fazer se você também já se sentiu preso nesse beco sem saída?
Vamos combinar uma coisa: ninguém escolhe métodos radicais por frescura. A gente só os busca quando já tentou “o certo” — e não viu resultado.
Então, antes de julgar (a si mesmo ou a outros), vale perguntar: o que o meu corpo está tentando me dizer com esse bloqueio?
- Sono de qualidade está em dia?
- Estresse crônico está no piloto automático?
- Meus horários de refeição estão tão irregulares que meu metabolismo “desistiu” de esperar?
A propósito: um estudo citado no Correio 24h mostra que almoçar depois das 14h já altera a glicemia e a pressão. Imagine o que semanas ou meses de rotina caótica fazem com seu metabolismo.
Às vezes, o corpo não precisa de “limpeza” — precisa de ritmo.
Minha opinião sincera
Já vi gente emagrecer com dieta low-carb, com jejum intermitente, com reeducação alimentar lenta… e já vi gente se machucar com métodos “milagrosos”.
O que diferencia os dois caminhos? A presença de cuidado — não de controle.
Gaby Amarantos teve coragem de contar sua história — e isso abre espaço para conversas reais. Mas minha esperança é que o foco não fique na “chuca”, e sim na jornada inteira: o apoio médico, a paciência, os recaídas e recomeços.
Porque emagrecer não é sobre perder peso. É sobre reconquistar confiança no próprio corpo.
E você?
Alguma vez já se viu buscando uma “solução radical” depois de tanto esforço sem resultado?
Conte aqui nos comentários — sem julgamento, só acolhimento. Sua experiência pode ser o fio de esperança que outra pessoa precisa hoje.
Afinal, transformação de verdade começa quando paramos de lutar contra o corpo… e passamos a trabalhar com ele.


Apaixonada pela vida saudável, estudante e entusiasta, redatora do corpo certo.
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