Influenciadora é presa por receptação de canetas emagrecedoras

Uma influenciadora digital com mais de 100 mil seguidores foi presa em Salvador, na Bahia, por envolvimento com receptação de canetas emagrecedoras. Esse caso chamou a atenção não só pela fama da mulher nas redes, mas também pelo alerta que representa sobre os perigos de produtos não regulamentados.

lai santiago presa por receptação de canetas emagrecedoras

O que levou à prisão da influenciadora?

De acordo com a Polícia Civil da Bahia, a investigação começou depois que autoridades receberam denúncias sobre a venda de substâncias proibidas pela Anvisa. Durante uma operação, os agentes apreenderam várias unidades de “canetas emagrecedoras” na casa da influenciadora. Ela não apresentou documentos que comprovassem a origem legal dos itens, o que configurou o crime de receptação.

Embora ela tenha dito que recebia os produtos de fornecedores anônimos e os distribuía por meio de sorteios, as autoridades explicaram que promover itens irregulares — mesmo sem intenção criminosa — pode gerar responsabilidade penal. Afinal, quando se trata de saúde, a linha entre marketing e negligência é muito tênue.

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Por que as “canetas emagrecedoras” representam um risco real?

Esses dispositivos geralmente contêm medicamentos como semaglutida ou tirzepatida, originalmente destinados ao tratamento do diabetes tipo 2. Contudo, muitos usuários os buscam apenas pelo efeito colateral de perda de peso. O problema é que essas substâncias exigem prescrição médica, acompanhamento clínico e armazenamento adequado.

Além disso, grande parte dos produtos vendidos informalmente nas redes sociais é falsificada, adulterada ou manipulada em laboratórios clandestinos. Por isso, quem usa essas canetas sem orientação corre riscos sérios, como infecções, reações alérgicas graves e até complicações cardíacas.

Receptação de canetas emagrecedoras: um erro que pode custar caro

Muitas pessoas acham que só quem fabrica ou importa produtos ilegais comete crime. No entanto, a lei brasileira considera receptação qualquer ato de guardar, vender ou até presentear com bens de origem duvidosa — especialmente quando há indícios claros de ilegalidade.

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Portanto, influenciadores que divulgam esses itens sem checar sua procedência podem responder criminalmente. Dessa forma, o simples fato de compartilhar um link ou fazer um “unboxing” pode ter consequências legais imprevisíveis.

Como evitar cair nessa armadilha?

Se você busca perder peso, siga estas orientações essenciais:

  • Procure sempre um médico ou nutricionista antes de usar qualquer medicamento;
  • Nunca compre produtos por links de perfis não verificados;
  • Desconfie de promessas milagrosas, como “perca 10 kg em uma semana”;
  • Consulte o site da Anvisa para verificar se o produto tem registro válido.

Lembre-se: saúde não é conteúdo descartável. O que parece inofensivo hoje pode virar um problema grave amanhã.

Pense duas vezes antes de clicar — ou compartilhar

O caso da influenciadora presa por receptação de canetas emagrecedoras mostra como a busca por likes e engajamento pode levar a decisões perigosas. Enquanto isso, seus seguidores ficam expostos a riscos reais, muitas vezes sem perceber.

Por isso, antes de repassar qualquer oferta de emagrecimento rápido, pergunte-se: esse produto tem respaldo científico? Quem o produziu? Existe registro sanitário? E, acima de tudo, vale colocar minha saúde — ou a dos outros — em jogo por um resultado estético?

Compartilhar com responsabilidade não é só ético: é uma forma de proteger quem confia em você.

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