O acesso a métodos contraceptivos no Brasil vai dar um passo importante. O Ministério da Saúde anunciou que o SUS passará a oferecer, de forma gratuita, o implante contraceptivo Implanon para todas as mulheres em idade fértil, ou seja, entre 14 e 49 anos. A novidade já tem data para começar: o segundo semestre de 2025.
O que é o Implanon?

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O Implanon é um implante contraceptivo subdérmico composto por um pequeno bastonete de 4 centímetros que é inserido sob a pele, geralmente no braço. Esse dispositivo libera um hormônio chamado etonogestrel, que impede a ovulação e, ao mesmo tempo, dificulta o acesso dos espermatozoides ao útero.
Além de sua praticidade, esse método tem alta eficácia, superior a 99%, e protege contra a gravidez por até três anos. Justamente por isso, ele pertence à categoria dos contraceptivos de longa duração, conhecidos como LARC (Long Acting Reversible Contraceptives).
“A nossa meta é distribuir 1,8 milhão de implantes até 2026, com 500 mil já previstos para este ano. O investimento será de R$ 245 milhões, uma medida importante para garantir que mais mulheres tenham acesso a uma forma de contracepção segura e eficaz”, afirmou Padilha.
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha
Como será a oferta do implante contraceptivo pelo SUS?
A incorporação do Implanon ao SUS foi aprovada no início de julho de 2025. Desde então, o Ministério da Saúde iniciou o planejamento para distribuição nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o país. Até o fim de 2025, cerca de 500 mil mulheres já poderão contar com o novo método.
De acordo com as informações oficiais, o investimento total será de R$ 245 milhões, com previsão de aquisição de 1,8 milhão de implantes contraceptivos até 2026. Vale lembrar que, na rede privada, o preço do Implanon pode variar entre R$ 2.000 e R$ 4.000. No entanto, no SUS, cada unidade custará, em média, R$ 136 para o governo, mas será oferecida gratuitamente à população.
Quem poderá receber o implante contraceptivo?
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Até agora, o SUS disponibilizava esse método apenas para grupos específicos, como mulheres com HIV, adolescentes sob medida protetiva, vítimas de violência sexual e pessoas em situação de vulnerabilidade social. Com a ampliação, todas as mulheres de 14 a 49 anos poderão escolher o Implanon como método contraceptivo.
Contudo, é importante destacar que a inserção seguirá critérios clínicos, garantindo a segurança de quem optar pelo uso. Entre os requisitos estão:
- Estar dentro da faixa etária recomendada;
- Não estar grávida;
- Não ter histórico recente de câncer de mama;
- Assinar o termo de consentimento;
- Realizar avaliação médica.
Aliás, mulheres com condições específicas, como uso de medicamentos para tuberculose ou HIV, também poderão utilizar o método, desde que haja acompanhamento médico.
Como será o processo de inserção e retirada?
Para garantir que a oferta do implante contraceptivo no SUS ocorra de forma segura, o Ministério da Saúde vai capacitar médicos e enfermeiros. Esses profissionais receberão treinamento prático para realizar a inserção e a retirada do Implanon, além de acompanhar possíveis efeitos colaterais.
Vale lembrar que a inserção é simples e rápida, sem necessidade de cirurgia ou internação. Por outro lado, a retirada deve ser feita apenas por profissionais de saúde habilitados.
Quais Os Efeitos colaterais: o que esperar?
Embora seja considerado um método seguro, o Implanon pode causar alguns efeitos adversos. Os mais comuns incluem:
- Alterações no ciclo menstrual (ausência ou irregularidade);
- Dor de cabeça;
- Náusea;
- Acne;
- Ganho de peso leve;
- Dor no local da aplicação.
Felizmente, a maioria desses efeitos tende a ser temporária e desaparece após alguns meses de uso. Além disso, caso a mulher opte pela remoção, sua fertilidade retorna rapidamente.
Qual a diferença entre Implanon e outros métodos contraceptivos?

Ao comparar o Implanon com outros métodos, especialmente com o DIU de cobre, algumas diferenças importantes surgem.
Primeiramente, ambos pertencem à categoria LARC e oferecem alta eficácia. No entanto, o Implanon tem maior taxa de continuidade e satisfação entre usuárias, principalmente no primeiro ano de uso. Por outro lado, o DIU pode apresentar riscos de expulsão, embora seu custo de longo prazo seja mais baixo.
Outro ponto relevante é o perfil dos efeitos colaterais. Enquanto o Implanon pode causar alterações menstruais, o DIU geralmente não interfere no ciclo hormonal, mas pode provocar cólicas ou aumento do fluxo menstrual.
Por que essa medida é importante?
A ampliação da oferta do Implanon no SUS representa um avanço significativo no planejamento familiar no Brasil. Essa iniciativa não apenas amplia o acesso aos métodos contraceptivos, mas também contribui para:
- Redução de gestações não planejadas;
- Diminuição da mortalidade materna;
- Promoção da autonomia reprodutiva;
- Fortalecimento da saúde pública.
Além disso, essa medida dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que incluem a meta de reduzir a mortalidade materna em todo o mundo.
Como será a implementação regional?
Cada estado brasileiro terá autonomia para organizar a distribuição e o acesso ao Implanon, de acordo com suas necessidades locais. No entanto, o Ministério da Saúde garantiu que haverá suporte técnico e logístico para que todas as regiões possam receber e aplicar o implante contraceptivo de forma eficiente.
Inicialmente, a distribuição priorizará as áreas com maior vulnerabilidade social e aquelas com índices elevados de gravidez não planejada. Dessa forma, o governo espera reduzir desigualdades regionais no acesso aos métodos contraceptivos.
Mais liberdade e cuidado para as mulheres brasileiras
A chegada do implante contraceptivo SUS Implanon representa muito mais do que um novo método contraceptivo disponível. Na verdade, esse avanço simboliza um passo importante na luta pelo direito de escolha e pelo cuidado com a saúde das mulheres brasileiras.
Ter acesso a um método seguro, eficaz e gratuito oferece às mulheres a chance de planejarem seus próprios caminhos, com mais autonomia e tranquilidade. Além disso, essa iniciativa demonstra que o cuidado com a saúde feminina deve ser uma prioridade constante, independentemente da condição social ou região onde a mulher vive.
Por isso, se você deseja conhecer mais sobre o implante contraceptivo gratuito e entender se ele é o ideal para o seu momento de vida, não hesite em procurar uma Unidade Básica de Saúde. Afinal, mais do que um método contraceptivo, o Implanon representa a liberdade de escolher o que é melhor para o seu corpo e para o seu futuro.
Fonte: Ministério da Saúde https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/julho/implante-contraceptivo-mais-moderno-sera-oferecido-no-sus
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Apaixonada pela vida saudável, estudante e entusiasta, redatora do corpo certo.





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