Karolina Krzyzak: encontrada morta pesando apenas 22 kg: a trágica história por trás de uma dieta frutariana

Em dezembro de 2024, o mundo foi surpreendido com uma notícia chocante vinda de Bali: a dançarina polonesa Karolina Krzyzak foi encontrada morta em um hotel, pesando apenas 22 kg. A causa? Uma dieta frutariana extrema que, ao longo de oito anos, corroeu sua saúde até o ponto de não retorno. Mas o que parecia ser uma busca por “alimentação saudável” escondia um drama muito mais profundo — marcado por distúrbios alimentares, pressão social e padrões de beleza inalcançáveis.

dancarina Karolina Krzyzak,

Quem era Karolina Krzyzak e como tudo começou

Nascida em Varsóvia, na Polônia, Karolina Krzyzak cresceu lidando com uma relação conturbada com o próprio corpo. Aos 15 anos, já escrevia em seu Facebook: “Por que você chora? Porque sou gorda”. Esse sentimento de inadequação só se intensificou com o tempo. Aos 18, mudou-se para o Reino Unido para estudar na Universidade de Leeds, onde se apaixonou por dança, yoga e, posteriormente, pelo veganismo.

Em suas redes sociais, ela compartilhava sua jornada com entusiasmo, dizendo que o veganismo havia “aberto seus olhos”. No entanto, o que começou como uma escolha ética e saudável logo se transformou em uma obsessão perigosa. Desde os 19 anos, Karolina Krzyzak passou a consumir apenas frutas cruas — uma prática conhecida como dieta frutariana — em nome de um ideal de pureza e magreza extrema.

Dançarina é encontrada morta com 22 kg

O colapso final em Bali

Em 8 de dezembro de 2024, Karolina Krzyzak chegou ao resort Sumberkima Hill, em Bali, com uma reserva feita de última hora pelo WhatsApp. Ela pediu uma vila com piscina e instruiu a equipe do hotel para entregar apenas frutas diretamente na porta de seu quarto. Apesar de dietas veganas serem comuns na ilha, os funcionários logo perceberam que algo estava errado.

Na recepção, Karolina estava tão frágil que precisou de ajuda para caminhar até o quarto. Seus dentes estavam apodrecendo, as unhas tinham ficado amarelas e ela mal conseguia se manter em pé. Preocupados, os funcionários ofereceram chamar um médico — mas ela recusou, tanto no primeiro quanto no segundo dia.

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Nos dias seguintes, Karolina Krzyzak quase não saiu do quarto. Chegou a pedir ajuda para que virassem seu corpo na cama, tamanha era sua fraqueza. Ainda assim, continuou recusando qualquer tipo de assistência médica.

Como Karolina Krzyzak foi encontrada morta

Três dias após sua chegada ao hotel, uma amiga local — dona de um café vegano que a conhecera em outra viagem —, ao não conseguir contato, pediu que a equipe do hotel verificasse seu estado. Preocupada com o silêncio repentino, ela sabia que algo poderia estar errado.

Os funcionários entraram no quarto e encontraram Karolina Krzyzak rígida e imóvel no chão. Ela estava sem vida. A causa da morte foi confirmada como desnutrição severa, resultado direto de anos de restrição alimentar extrema. A jovem, que tinha apenas 27 anos, pesava cerca de 22 kg — menos da metade do peso considerado saudável para sua altura.

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A dieta frutariana, embora pareça inofensiva à primeira vista, é extremamente restritiva e carece de nutrientes essenciais como proteínas completas, ferro, cálcio, vitamina B12 e ácidos graxos. Quando seguida por longos períodos, pode levar à desnutrição, perda óssea, anemia e falência de órgãos.

No caso de Karolina Krzyzak, essa dieta não era apenas uma escolha alimentar — era um sintoma de um transtorno alimentar não tratado. Segundo especialistas, a anorexia nervosa frequentemente se disfarça de “estilo de vida saudável”, especialmente em ambientes onde práticas como o veganismo ou o detox são romantizadas.

Em dezembro de 2024, a dançarina polonesa Karolina Krzyzak, de 27 anos, foi encontrada morta

O papel das redes sociais e dos padrões de beleza

O que torna essa história ainda mais triste é o reforço que Karolina recebia online. Quanto mais magra ficava, mais elogios colhia. Durante lives, seguidores comentavam coisas como “lindo pescoço e clavículas” — validando, sem perceber, um comportamento autodestrutivo.

Esse ciclo de recompensa social alimenta a distorção da imagem corporal e normaliza extremos perigosos. Karolina Krzyzak não morreu apenas por comer frutas — ela morreu porque foi levada a acreditar que seu valor estava ligado à sua magreza extrema.

Como identificar sinais de alerta de transtornos alimentares

Se você ou alguém próximo apresenta sinais como obsessão por controle de peso, recusa em comer certos grupos alimentares sem base médica, isolamento social, alterações menstruais, problemas gastrointestinais ou fraqueza constante, é fundamental buscar ajuda profissional. A anorexia é uma condição psiquiátrica grave, mas tratável — desde que diagnosticada a tempo.

A história de Karolina Krzyzak nos lembra que nem toda “vida saudável” é realmente saudável. Mais do que seguir modas alimentares, é essencial ouvir o próprio corpo, buscar equilíbrio e questionar os padrões de beleza impostos pela sociedade.

Que sua memória sirva de alerta — e de convite para uma conversa mais compassiva sobre saúde, corpo e autocuidado verdadeiro.

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