Lipedema tem cura? Saiba o Que a Medicina Já Consegue Tratar

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Lipedema tem cura? Embora a medicina ainda não aponte para uma solução definitiva, os avanços no tratamento mostram que é possível controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida das pacientes. O lipedema, ainda pouco conhecido, afeta milhões de mulheres ao redor do mundo e, frequentemente, é confundido com obesidade ou retenção de líquidos. Somente em 2019 a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu oficialmente a condição, incluindo-a na Classificação Internacional de Doenças (CID-11).

Mesmo com esse reconhecimento, o diagnóstico ainda é um desafio nos consultórios. Muitas mulheres enfrentam anos de incerteza e tentativas frustradas de explicação para os sintomas. Um exemplo disso é a ex-BBB Vanessa Mesquita, que só descobriu o lipedema após sofrer com dores persistentes nas pernas e acúmulo irregular de gordura, sendo erroneamente diagnosticada com obesidade. O relato de Vanessa reforça a importância de ampliar a conscientização sobre o tema e garantir acesso à informação de qualidade.

Afinal, o que é lipedema?

O lipedema é um distúrbio crônico que causa acúmulo anormal de gordura nos membros inferiores — coxas, pernas e, às vezes, braços. Essa gordura não responde a dieta ou exercícios e costuma ser dolorosa e sensível ao toque. Outro sintoma característico é a tendência à formação de hematomas sem motivo aparente.

Além da dor física, o impacto emocional é severo: pacientes relatam sentimentos de frustração, vergonha e baixa autoestima. Isso acontece porque, durante anos, a condição foi tratada como simples ganho de peso, gerando estigmatização e abandono terapêutico.

Causas: genética, hormônios e fases da vida

Embora ainda em estudo, acredita-se que o lipedema tenha forte componente genético e hormonal. A doença geralmente aparece ou se agrava em fases de grandes mudanças hormonais, como:

  • Puberdade
  • Gravidez
  • Menopausa

É por isso que a condição afeta quase exclusivamente mulheres, e pode ser confundida com obesidade ou celulite — o que prejudica a eficácia do tratamento quando não diagnosticada corretamente.

A pergunta mais comum: lipedema tem cura?

lipedema como amenizar

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Apesar do desejo compreensível por uma solução definitiva, não existe cura para o lipedema até o momento. No entanto, a boa notícia é que os sintomas podem ser controlados com estratégias clínicas e cirúrgicas, e a qualidade de vida pode melhorar significativamente.

O foco do tratamento está em reduzir a dor, melhorar a circulação, preservar a mobilidade e reverter o avanço da doença.

Como tratar o lipedema: abordagens integradas

O tratamento do lipedema exige um olhar multidisciplinar. Diferentes profissionais devem atuar de forma coordenada:

  • Cirurgião vascular
  • Cirurgião plástico
  • Fisioterapeuta
  • Nutricionista ou nutrólogo
  • Endocrinologista
  • Psicólogo

Tratamentos conservadores

Essas abordagens não eliminam o tecido gorduroso, mas aliviam os sintomas e retardam a progressão da doença:

  • Terapia de compressão: com meias ou bandagens específicas, melhora a circulação linfática e reduz o inchaço.
  • Drenagem linfática manual: ajuda a remover o excesso de fluido acumulado.
  • Exercícios físicos de baixo impacto: como caminhada, natação e hidroginástica, melhoram a circulação e mantêm a musculatura ativa.
  • Alimentação anti-inflamatória: reduz dores e fibrose. Evitar alimentos ultraprocessados é essencial.
  • Suplementação personalizada: com ômega-3, antioxidantes e anti-inflamatórios, sempre sob orientação médica.

Além disso, acompanhamento psicológico é indispensável para lidar com os efeitos emocionais da doença — como baixa autoestima, ansiedade e distorção da imagem corporal.

Tratamento cirúrgico

Quando o tratamento conservador não é suficiente, a principal opção é a lipoaspiração tumescente especializada em lipedema. Essa técnica é diferente da lipoaspiração estética comum: ela preserva estruturas linfáticas, foca na remoção seletiva da gordura doente e exige um profissional capacitado.

Embora os resultados sejam muito promissores — com alívio da dor e melhora da mobilidade — a cirurgia não garante a cura. O acompanhamento contínuo segue sendo fundamental, pois o lipedema pode progredir novamente sem os cuidados adequados.

O exemplo de Vanessa Mesquita: visibilidade e empatia

A ex-BBB Vanessa Mesquita usou sua visibilidade para compartilhar o diagnóstico e conscientizar outras mulheres. Ao fazer isso, ela mostrou que mesmo figuras públicas e ativas podem conviver com a doença sem saber — reforçando a importância da escuta médica qualificada e do autoconhecimento corporal.

Sua postura também ajudou a reduzir o estigma, promovendo acolhimento e informação em redes sociais e na imprensa.

 

Convivendo com o lipedema: é possível ter qualidade de vida

Muitas mulheres vivem anos sem entender por que sentem dor nas pernas, acumulam gordura em determinadas áreas e não conseguem resultados mesmo com dieta ou academia. Quando finalmente recebem o diagnóstico de lipedema, encontram alívio por saber que há uma explicação — e, mais importante, tratamento.

Embora lipedema não tenha cura, ele pode ser tratado com sucesso. Com acompanhamento médico, mudanças no estilo de vida e, se necessário, cirurgia, é possível resgatar a autoestima, a mobilidade e o bem-estar.

Amanda Meirelles BBB23

Amanda Merirelles fala sobre lipedemacampeã do BBB 23, Amanda Meirelles.

Amanda Meirelles, médica intensivista e vencedora do BBB 23, revelou que recebeu o diagnóstico de lipedema logo após deixar o reality show. Desde então, ela passou a compartilhar sua experiência com o objetivo de ampliar o debate sobre a condição, que afeta milhões de mulheres brasileiras.

Segundo a médica, os sintomas começaram a se intensificar logo após o fim do programa. “Saí do programa e, em pouco tempo, comecei a sentir dores constantes apenas por existir. Acordava com fortes dores nas pernas, o que comprometia minha rotina”, contou. Apesar dos desafios, Amanda passou a utilizar sua visibilidade como ferramenta de conscientização, buscando informar o público de maneira acessível, especialmente mulheres que podem estar enfrentando o mesmo problema sem saber.

Além disso, dados recentes mostram que cerca de 10% das mulheres no mundo vivem com lipedema. No Brasil, esse número pode chegar a 12,3%. No entanto, especialistas acreditam que a incidência real seja ainda maior, justamente porque o reconhecimento da condição como doença ocorreu há pouco tempo, o que dificulta o diagnóstico precoce.

Por isso, Amanda faz questão de reforçar a importância de falar abertamente sobre o tema. Conforme ela explica, o desconhecimento sobre o lipedema ainda é frequente, tanto entre a população quanto entre profissionais da saúde. “Muitas vezes, o problema é tratado como se fosse apenas falta de disciplina alimentar. Mas, na verdade, o lipedema é o acúmulo anormal de gordura nas pernas, algo que gera dor intensa e limitações funcionais”, destacou.

Ela também compartilhou parte de sua trajetória pessoal, revelando os impactos emocionais da doença. “Passei por altos e baixos, porque sempre acreditei que o ganho de peso era culpa minha, como se fosse descuido. Antes mesmo de entrar no programa, já tinha feito uma lipoaspiração. Mesmo assim, ainda me sentia desconfortável com meu corpo e evitava usar biquíni”, revelou Amanda durante uma entrevista

 

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