No último domingo, 6 de julho de 2025, o lendário vocalista do Black Sabbath, Ozzy Osbourne, emocionou o público ao realizar sua última apresentação ao vivo no estádio Villa Park, em Birmingham, sua cidade natal. O evento, batizado de “Back to the Beginning”, celebrou o retorno simbólico da banda às origens — quase seis décadas depois de revolucionar o rock com o heavy metal sombrio e inédito de sua faixa homônima, “Black Sabbath”.

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No entanto, o que mais chamou atenção não foi apenas a música. Aos 76 anos, Ozzy cantou sentado, visivelmente fragilizado, devido às limitações causadas pela doença de Parkinson. O show, que teve ingressos esgotados e renda revertida para a caridade, representou não só o fim de uma era, mas também um poderoso lembrete dos desafios enfrentados por quem convive com essa condição.
O que é Parkinson? Entenda a doença que mudou a vida de Ozzy Osbourne
A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico degenerativo que afeta, principalmente, o sistema motor. Ela ocorre quando as células cerebrais responsáveis pela produção de dopamina — substância crucial para o controle dos movimentos — começam a se deteriorar.
Apesar de ter revelado o diagnóstico ao público apenas em 2020, Ozzy convive com o Parkinson desde 2003. Com o passar dos anos, a doença progrediu, afetando drasticamente sua mobilidade e equilíbrio. Após um acidente doméstico em 2019, seu quadro se agravou, e hoje ele não consegue mais andar sem auxílio, sendo forçado a usar cadeira de rodas e se apresentar sentado.
Parkinson em Ozzy Osbourne: sintomas, limitações e o impacto na carreira
Entre os sintomas mais comuns do Parkinson, destacam-se:
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Tremores, mesmo em repouso;
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Rigidez nos músculos;
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Movimentos mais lentos e imprecisos;
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Dificuldade para caminhar, se equilibrar e falar.
Esses sintomas, ao longo dos anos, comprometeram a performance ao vivo de Ozzy Osbourne. Apesar disso, o artista continuou lutando para manter sua conexão com os fãs. O show de despedida foi uma prova de sua resiliência, deixando claro que, mesmo diante de uma doença implacável, a arte e a paixão não se rendem.
Parkinson tem cura? Como se prevenir ou retardar os efeitos da doença
Atualmente, o Parkinson não tem cura, mas há tratamentos eficazes que ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. O diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço da doença.
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Embora não seja possível evitar totalmente o Parkinson, há medidas que podem reduzir os riscos ou adiar seu aparecimento:
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Prática regular de atividades físicas;
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Dieta rica em antioxidantes e nutrientes neuroprotetores;
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Estímulos cognitivos, como leitura e aprendizado;
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Controle de exposição a toxinas ambientais;
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Acompanhamento médico contínuo, especialmente em casos de histórico familiar.
Ozzy Osbourne e o legado que vai além da música
O show de despedida foi mais que uma apresentação: foi um ato de coragem. Ver Ozzy enfrentando a fragilidade do Parkinson em cima do palco foi um momento marcante para milhares de fãs ao redor do mundo. Além de sua contribuição ao heavy metal, o cantor agora também representa milhões de pessoas que enfrentam essa condição diariamente.
Com o evento “Back to the Beginning”, o ciclo se fechou de forma simbólica e tocante: o homem que iniciou uma revolução sonora nos anos 70 voltou às suas raízes para se despedir — desta vez não como o Príncipe das Trevas, mas como um guerreiro da vida real.

Criador do @calisteniadozero.oficial convidado do corpo certo.
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