
Clique aqui para receber as notícias do CORPO CERTO pelo WhatsApp
A ex-peôa e influenciadora Raissa Barbosa emocionou seus seguidores ao relatar, em suas redes sociais, a rejeição por parte do pai de seu filho, Luan Ravi. Apesar dos desentendimentos judiciais prévios, a influenciadora contou que, com esperança, decidiu enviar uma mensagem oferecendo ao pai a chance de conhecer o filho. Contudo, a resposta foi o silêncio.
Dessa forma, a atitude do pai não passou despercebida. Segundo ela, “fiz a minha parte, por mim e pelo meu filho. Não merecí esse desprezo.” Assim, a postura do genitor foi amplamente criticada nas redes, sendo rapidamente classificada como abandono parental pelos seguidores, que demonstraram apoio à influenciadora.
Além disso, em um momento de grande vulnerabilidade, Raissa afirmou que resolveu deixar o ressentimento de lado para garantir ao filho o direito de conhecer sua origem. Ainda assim, o que era para ser um gesto de reconciliação se transformou, infelizmente, em mais uma cicatriz emocional.
A maternidade solo e a sobrecarga invisível das mães
O caso de Raissa Barbosa rejeição paterna reflete a realidade de milhares de mães que, todos os dias, enfrentam a criação dos filhos sozinhas. A ausência paterna, muitas vezes romantizada ou invisibilizada, é uma fonte constante de sobrecarga emocional e psicológica.
Não é incomum que mulheres que vivenciam a maternidade solo sintam-se exaustas, culpadas e emocionalmente abaladas. Afinal, são elas que precisam ser o apoio, o sustento e o afeto da família. E, como Raissa, muitas ainda enfrentam o julgamento social e a negligência legal do pai da criança.
O que é a ausência paterna? Trata-se da falta de presença emocional, afetiva, financeira ou legal do pai na vida do filho. Quando o nome do pai sequer consta no registro da criança, o impacto emocional tende a ser ainda maior.
PUBLICIDADE
Consequências para a criança: as cicatrizes invisíveis da rejeição
Estudos apontam que a paternidade ausente pode comprometer o desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Entre os efeitos mais comuns estão:
- Baixa autoestima;
- Sensibilidade à rejeição;
- Dificuldades escolares;
- Comportamentos agressivos ou depressivos.
Em muitos casos, as crianças desenvolvem um sentimento de culpa por não serem “suficientes” para receber o amor do pai. E, como no caso de Luan Ravi, essa rejeição começa desde os primeiros dias de vida.
A influenciadora desabafou: “ele perdeu a chance de conhecer o filho.” Uma frase que ecoa a dor de milhares de mulheres.
Estatísticas chocantes: o Brasil dos filhos sem pai
O número de registros sem nome do pai cresce anualmente
Segundo dados da ARPEN Brasil (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais), mais de 172 mil crianças foram registradas sem o nome do pai em 2023. Em 2024, até julho, já eram mais de 91 mil.
Isso representa:
- 1 criança sem pai registrada a cada 3 minutos;
- Crescimento de 5% em relação ao ano anterior;
- Milhões de mães enfrentando sozinhas o desafio da parentalidade.
Esses dados evidenciam que o caso de Raissa Barbosa não é exceção. Na verdade, é o espelho de um país onde o pai omisso virou norma social, e não mais exceção.
A verdade vem à tona: o desabafo de Raissa mobiliza o debate

“Fiz minha parte, agora a responsabilidade é dele”, afirma Raissa Barbosa.
A coragem de Raissa em expor seu momento íntimo trouxe à tona um debate urgente: é preciso responsabilizar os homens pela criação dos filhos que geram. Dessa forma, a sociedade não pode mais normalizar o abandono como se fosse uma escolha pessoal e sem consequências.
Raissa expôs a verdade, enfrentou o medo de ser julgada e deu voz a milhares de mulheres silenciadas. Sua história viralizou, mas a dor continua sendo vivida por mães anônimas diariamente.
A influenciadora não buscou polêmica. Buscou justiça. E ao fazer isso, jogou luz sobre uma ferida social ignorada por muitos.
Um alerta que ecoa no coração das famílias brasileiras
O drama de Raissa Barbosa rejeição paterna vai além do universo das celebridades. Sua dor é partilhada por milhares de mulheres e, principalmente, sentida por crianças que crescem sem a presença e o amparo de um pai.
A história dela escancara um problema estrutural que precisa ser enfrentado com firmeza. Afinal, a normalização do abandono paterno é uma realidade que se alastra por todas as regiões do país. Seja por omissão, medo ou falta de empatia, muitos homens seguem se ausentando da responsabilidade emocional e afetiva com os filhos.
Portanto, esse alerta precisa reverberar. A paternidade deve deixar de ser apenas biológica para se tornar ativa, presente e consciente. Por isso, Raissa não falou só por ela, mas por um exército de mães e filhos invisibilizados.

Apaixonada pela vida saudável, estudante e entusiasta, redatora do corpo certo.
PUBLICIDADE






