Thais Carla desmaiou após almoço no shopping — e o relato do marido revela detalhes importantes

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Na segunda-feira (10 de novembro), Thais Carla, 33 anos, passou mal durante o almoço em um shopping de São Paulo. A dançarina começou a sentir dor de cabeça intensa e visão turva, e, logo depois, perdeu a consciência — ainda dentro do carro, ao lado do marido, Israel Reis.

“Eu pedi a conta para irmos para casa tomar algum remédio, mas tive que desviar o caminho para o hospital, pois ela estava desmaiada no carro”, contou Israel em suas redes.

No pronto-socorro, Thais acordou tonta, mas estável: sinais vitais normais na triagem, coleta de sangue realizada e aguardo de avaliação neurológica para definir os próximos passos.

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Divulgação/Instagram

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O que sabemos — e o que ainda está em investigação

O episódio ainda não tem causa confirmada. Não há, até o momento, relato de vômito, convulsão ou trauma. O desmaio foi precedido por dois sintomas claros: dor de cabeça forte e turvação visual — sinais que o cérebro pode emitir quando há alteração no fluxo sanguíneo, pressão intracraniana ou distúrbio metabólico agudo.

O fato de ela ter acordado espontaneamente no PS, com sinais vitais estáveis, sugere uma síncope vasovagal ou neuromediada — mas só exames (como hemograma completo, glicemia, eletrólitos e, possivelmente, tomografia ou ressonância) poderão esclarecer.

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Um dia comum, até o corpo dizer “basta”

Pelo relato de Israel, a rotina daquele dia era intensa, mas habitual: café em padaria, gravação de publicidade em casa, matrícula em curso e almoço no shopping. Nada extraordinário — e talvez por isso mesmo tão revelador.

O corpo humano não costuma desmaiar por acaso. Ele acumula estresse, desidratação, sono fragmentado, jejum prolongado ou até variações hormonais — e escolhe o momento de menor vigilância (como o relaxamento pós-refeição) para “resetar”.

Causas comuns de desmaio após refeições — sem alarmismo

Embora cada caso seja único, especialistas apontam alguns fatores frequentemente envolvidos em episódios como o de Thais Carla:

• Hipotensão pós-prandial

Após comer, o sangue se concentra no sistema digestivo. Se o coração ou os vasos não compensarem bem essa redistribuição, a pressão pode cair — especialmente em quem já tem tendência à pressão baixa.

• Hipoglicemia reativa

Refeições ricas em carboidratos simples (pão branco, sucos, doces) provocam um pico rápido de insulina. Em algumas pessoas, isso leva a uma queda brusca de glicose 1–2 horas depois — com tontura, suor e desmaio.

• Desidratação silenciosa

Um dia ativo, com gravações e deslocamentos, pode levar à perda de líquidos sem sede aparente. Bastam 2% de desidratação para reduzir o volume sanguíneo e aumentar o risco de síncope.

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Por que a avaliação neurológica é essencial

Dor de cabeça súbita + visão turva + perda de consciência exigem, sim, investigação neurológica — não por pânico, mas por prudência.

Isso não significa que haja algo grave. Pode ser enxaqueca com aura atípica, crise de ansiedade com sintomas físicos intensos, ou até efeito colateral de suplementos ou medicamentos. Mas descartar causas estruturais (como alterações vasculares ou crises epilépticas atípicas) é parte do cuidado responsável.

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Minha opinião

Thais Carla é uma referência de transformação corporal — perdeu mais de 70kg com foco, disciplina e transparência. Mas saúde não é só escala, nem só músculo. É também ritmo, escuta, pausas reais.

O corpo que emagreceu com tanta força ainda carrega memórias metabólicas, adaptações hormonais e, muitas vezes, uma cultura de “sempre dar conta”. A queda não é falha. É informação.

Sua coragem em compartilhar o episódio — antes mesmo do diagnóstico — é um ato de cuidado coletivo. Ela nos lembra: reinvenção não termina no peso ideal. Continua no direito de sentir, parar e pedir ajuda.

Estamos torcendo, Thais. Que os exames tragam clareza — e que você siga sendo, também na vulnerabilidade, uma luz para tantas pessoas.

E você, que acompanha a jornada dela: já parou para pensar quais sinais seu corpo tem mandado — e você escolheu adiar? Compartilhe, se quiser. Aqui, toda escuta é bem-vinda.

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