Se você tem um frasco de azeite Ouro Negro na sua cozinha, é melhor parar de usá-lo imediatamente. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de proibir a fabricação, venda, distribuição e uso dessa marca em todo o território nacional. A decisão, publicada no Diário Oficial da União em 17 de outubro de 2025, levantou preocupações entre consumidores que confiam na qualidade dos produtos que levam para casa.

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Por que o azeite Ouro Negro foi proibido pela Anvisa?
De acordo com a Anvisa, o azeite proibido pela Anvisa pertence à categoria “extra virgem”, mas foi desclassificado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Além disso, sua origem é desconhecida — um sinal de alerta grave para a segurança alimentar. A empresa responsável pela importação, Intralogística Distribuidora Concept Ltda, tem o CNPJ suspenso na Receita Federal, o que reforça as suspeitas de irregularidades.
Ou seja, não se trata apenas de um rótulo enganoso. O produto também viola normas sanitárias e legais que regulam a produção e comercialização de alimentos no Brasil. Por isso, a agência orienta que quem já comprou o item suspenda seu uso e denuncie qualquer problema por meio dos canais oficiais.
Mais de 20 marcas já foram vetadas desde 2024
Infelizmente, o caso do Ouro Negro não é isolado. Desde 2024, mais de 20 marcas de azeite tiveram sua comercialização suspensa total ou parcialmente por órgãos como a Anvisa e o Mapa. As razões variam: desde rotulagem falsa até análises físico-químicas fora dos padrões legais.
Na semana anterior à proibição do Ouro Negro, por exemplo, o azeite Vale dos Vinhedos também foi banido por ter origem duvidosa e laudos insatisfatórios. Outras marcas já listadas incluem Grego Santorini, Málaga, Escarpas das Oliveiras, Serrano, Cordilheira, Villas Portugal e muitas outras.
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Como saber se seu azeite é confiável?
Primeiramente, verifique sempre o rótulo. Um azeite extra virgem verdadeiro deve conter informações claras sobre a origem, data de produção e dados do importador ou fabricante. Além disso, fique atento a preços muito abaixo da média — isso pode ser um indicativo de adulteração.
Em segundo lugar, consulte periodicamente os comunicados oficiais da Anvisa e do Mapa. Eles costumam atualizar listas de produtos irregulares, como o azeite proibido pela Anvisa, para proteger os consumidores contra fraudes e riscos à saúde.
O que fazer se você já comprou um azeite irregular?
Caso tenha adquirido o Ouro Negro ou qualquer outra marca suspeita, pare de usá-lo imediatamente. Em seguida, entre em contato com o Procon da sua cidade ou registre uma denúncia diretamente no site da Anvisa. Essa atitude ajuda a combater práticas ilegais e protege outras pessoas de caírem na mesma armadilha.
Lembre-se: azeite de qualidade não é apenas um ingrediente gourmet — é uma escolha de saúde. Por isso, vale a pena estar sempre atento às marcas que você leva para casa.


Apaixonada pela vida saudável, estudante e entusiasta, redatora do corpo certo.
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