Mau hálito e canetas emagrecedoras: entenda o “bafo de Ozempic” e como resolver

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O aumento no uso de canetas emagrecedoras trouxe à tona uma consequência pouco conhecida desses medicamentos: as alterações no hálito. Nas redes sociais, o problema ganhou tanta força que as pessoas criaram o apelido “bafo de Ozempic”. Esse termo, inclusive, descreve episódios de mau hálito relatados por usuários dessas terapias para perder peso.

Segundo especialistas, no entanto, a halitose não se configura como um efeito colateral direto e clássico dessas canetas. Por outro lado, o sintoma pode surgir como consequência de diferentes alterações provocadas pelo tratamento. Dessa forma, o quadro se torna multifatorial e merece atenção.

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Por que as canetas emagrecedoras podem causar mau hálito?

Na verdade, existem alguns mecanismos principais que explicam essa relação. Entender cada um deles, portanto, ajuda você a agir de forma preventiva e consciente no dia a dia.

Retardo do esvaziamento gástrico

Em primeiro lugar, um dos fatores envolvidos é o retardo do esvaziamento gástrico, que se apresenta como um efeito esperado de alguns desses medicamentos. Com a digestão mais lenta, o alimento permanece por mais tempo no estômago. Consequentemente, isso favorece processos de fermentação e a produção de gases. Assim, esses compostos voláteis chegam ao hálito e se tornam perceptíveis.

caneta de monjaro pode causar mal halito

Xerostomia e o acúmulo de bactérias

Além disso, outro possível mecanismo é a xerostomia, termo que caracteriza a redução da produção de saliva. A saliva, por sua vez, ajuda a limpar a cavidade oral e a controlar bactérias que produzem substâncias responsáveis pelo mau odor. Quando o corpo diminui sua produção, ocorre um maior acúmulo de biofilme bacteriano na boca.

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Cetose, refluxo e estase gástrica

Por outro lado, refluxo, estase gástrica e cetose também contribuem para alterações no hálito. A cetose, por exemplo, pode ocorrer durante dietas muito restritivas ou em situações de perda rápida de peso. Esse estado, inclusive, está associado à produção de corpos cetônicos, que alteram o odor da respiração de forma perceptível.

mal halito ligado a ozempic

A frequência do problema ainda gera dúvidas

Vale lembrar, entretanto, que a frequência do mau hálito entre usuários desses medicamentos ainda não se encontra bem estabelecida na literatura científica. Isso acontece, principalmente, porque os estudos clínicos sobre essas terapias não avaliam a halitose como um dos desfechos principais.

Portanto, os pesquisadores ainda não conseguem determinar quantas pessoas desenvolvem o problema durante o tratamento. Além disso, especialistas consideram bem provável que os próprios pacientes subnotifiquem o sintoma durante as consultas.

Dicas práticas para você reduzir o mau hálito no dia a dia

A boa notícia, por outro lado, é que você pode adotar medidas simples para minimizar esse desconforto. A recomendação principal consiste em manter uma boa hidratação ao longo do dia. Também se faz fundamental evitar períodos prolongados de jejum.

Além disso, você deve reforçar a higiene bucal. Invista, portanto, em uma escovação adequada dos dentes, no uso diário de fio dental e na limpeza da língua. Dessa forma, você elimina resíduos que contribuem para o mau odor. Você também pode utilizar enxaguantes bucais específicos como complemento eficaz.

Por fim, fracionar as refeições e evitar alimentos de digestão mais lenta ajuda a reduzir os sintomas em alguns casos. Caso o problema persista, contudo, você deve procurar um profissional de saúde. Esse profissional identificará a causa exata e definirá a melhor conduta. Assim, você evita interromper o tratamento por conta própria e garante resultados mais seguros.

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